O que é o TDAH e como identificá-lo na infância?

Conheça a definição de TDAH e os tipos de transtornos, e entenda como identificá-lo o quanto antes para intervenção adequada.

Quando uma pessoa tem um filho, é bem comum que passe a querer saber tudo sobre a infância, a estudar e a pesquisar sobre comportamento e desenvolvimento infantil.

Buscar conhecimento sobre esses temas é importante para acompanhar o crescimento da criança e ter mais segurança ao perceber determinadas ações.

Alguns pais, por exemplo, têm dúvidas se a hiperatividade ou a falta de atenção do filho pode ter relação com o TDAH. Sendo assim, passam a pesquisar, falar com outros pais e acabam gerando preocupações extremas.

No entanto, vale ressaltar que o acompanhamento médico é fundamental para um diagnóstico seguro e para um tratamento que esteja adequado ao grau apresentado pela criança.

Para entender melhor o que é TDAH e como identificá-lo na infância, reunimos informações valiosas! 

O que é TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) tem sido cada vez mais comentado entre educadores e pais. Basicamente, é um transtorno neurobiológico que dá sinais na infância e que tem causas genéticas. Apresenta como características falta de atenção, inquietação e impulsividade, e pode acompanhar a pessoa durante a vida.

Segundo o neuropediatra Marcone Oliveira, o TDAH costuma se manifestar antes dos 12 anos de idade e acomete 5% das crianças. 

Vale ressaltar que o transtorno não se manifesta sob as mesmas condições em todas as crianças, existindo tipos e características diferentes para cada um.

Como é feito o diagnóstico do TDAH?

Sabendo que existem tipos de TDAH, é importante entender que a característica é apresentada em situações adversas para as crianças. Ou seja, não tem a ver com uma tarefa que não pode ser realizada, e sim com o momento em que o comportamento se apresenta para ela.

É possível, por exemplo, que professores reconheçam comportamentos diferentes de outras crianças, indicando o transtorno comportamental.

O diagnóstico do TDAH é feito clinicamente, ou seja, pela observação. Para que seja concluído e entenda-se qual o tipo mais predominante na criança, o médico segue os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Ou seja, exames laboratoriais ou de imagem não detectam a condição da criança.

Tipos de TDAH

O TDAH pode ser classificado de três maneiras: 

  • Desatento: problemas de regulagem de atenção;
  • Hiperativo-impulsivo: problemas relacionados à impulsividade e hiperatividade;
  • Combinado: quando ocorre os três tipos de problemas: desatenção, impulsividade e hiperatividade.

Como identificar o TDAH

Depois de saber sobre a existência dos tipos de TDAH, é possível perceber alguns sintomas para observar o déficit de atenção, a hiperatividade e a impulsividade.

Identificando o déficit de atenção

A criança com déficit de atenção está sempre altamente distraída, tem dificuldade de automatizar tarefas rotineiras, além de apresentar desatenção a detalhes e erros. Além disso, parece que não ouve enquanto outra pessoa fala, apresentando dificuldade em manter a atenção no que está sendo feito ou dito. 

A criança costuma apresentar desorganização e dificuldade com instruções, regras e prazos. Quando colocada à frente de tarefas de esforço mental, por exemplo, costuma relutar ou evitar. Com a desatenção, acaba por perder ou esquecer objetos.

Identificando a hiperatividade e impulsividade

É comum que crianças com esse tipo de transtorno interrompam situações de forma inoportuna, falem demais e adentrem em conversas que não foram chamadas, por exemplo. Além disso, apresentam movimento excessivo do corpo e têm dificuldade em permanecer sentadas. 

A criança hiperativa-impulsiva costuma se expor ao perigo, subindo e escalando objetos e lugares, além de mostrar-se acelerada para as atividades, realizando tudo velozmente. 

É possível que responda uma pergunta antes de escutar a conclusão da frase, demonstrando dificuldade em esperar. 

Com essas informações, ganha-se mais segurança para direcionar a criança com TDAH, entendendo melhor as mensagens do comportamento que ela apresenta. Dessa forma, será possível adequar o ambiente e as situações para melhor aproveitamento das atividades.