Felinos: 6 curiosidades sobre gatos que você não sabia

Saiba um pouco mais sobre esse curioso animal que tanto amamos.

Os felinos são animais cercados de mistérios que acompanham a sua caminhada até os dias de hoje. Estudiosos acreditam que os gatos surgiram há cerca de 12 milhões de anos e foram domesticados há cerca de 3.500 anos.

Estudiosos acreditavam que os egípcios foram os primeiros a domesticar os gatos, porém estudos recentes mostram que foram encontrados indícios de que já existiam gatos domesticados no Estado de Israel. Neste texto iremos te mostrar algumas curiosidades e ao final dicas importantes de saúde e cuidados com pet.

O que é o ronrom?

Você já deve ter percebido o som parecido com o de um motor que os bichanos emitem em algumas situações. O ronrom é o resultado de um movimento da musculatura da laringe dos gatos, onde estão localizadas as cordas vocais.

O som varia de altura e de motivação de bichano para bichano. Geralmente acontece quando eles estão confortáveis e felizes com a nossa presença. Alguns estudos também revelaram que o som pode ser ativado em momentos de dor e tensão. Então preste atenção ao contexto.

Amassando pão

Você também já deve ter observado o movimento repetitivo que os gatos fazem de afofar superfícies que gostam de passar o tempo, geralmente lugares macios como sofá e cama. Daí o nome “amassar pão” ou “amassar pãozinho”, a repetição de movimentos que parece um “amassar de pão”.

Além de engraçado e “fofo” aos olhos humanos, esse movimento tem um objetivo. Os gatos fazem isso quando se sentem confortáveis, assim como o ronrom. Durante esse movimento, feromônios são liberados pelo corpo, que estimulam algumas glândulas do seu corpo. Além disso, é também uma maneira de marcar território. Eles também marcam território ao se enroscarem e pressionarem a lateral do corpo em nossas pernas.

Bigodes

As vibrissas, popularmente conhecidas como bigodes, são extremamente importantes para o seu bem-estar. Essa parte do corpo é responsável pelo equilíbrio e noção espacial. Basicamente funciona como uma “antena” para guiar o animal e evitar que ele se coloque em enrascadas.

Almofadas

Sabe aquela parte debaixo da pata dos bichanos conhecida como “almofadas” ou “almofadinhas”? Essa parte sensível se chama coxins e é essencial para o tato. Essa parte está diretamente ligada ao instinto de caça do animal e ajuda a proteger as articulações dos impactos no solo.

Água

Você sabia que os gatos têm mais predisposição de desenvolver problemas do trato urinário do que os cães? Isso porque eles carregam algumas características instintivas dos felinos selvagens, como o de beberem pouca água.

Um gato bebe menos água se ela está próxima ao pote de ração, por exemplo, pois remete a um “animal morto”, deixando-a contaminada. Portanto, atente-se sempre em deixar o pote de comida longe do pote de água.

Outra característica é observada naqueles bichanos que sobem em pias da cozinha e do banheiro para beber a água da torneira, já que isso representa uma água mais fresca justamente por estar em movimento.

Sendo assim, atente-se sempre a frequência em que seu gato bebe água, notando uma resistência, ofereça mais. Hoje em dia existem fontes específicas para os bichanos. Além disso, espalhe mais de um pote de água pela casa e troque-a frequentemente.

Contato com a rua

Ao contrário do que o imaginário popular estabeleceu como regra — e até mesmo usando o argumento de que “são mais espertos” que os cães e sabem se virar melhor — gatos não são animais que precisam sair para a rua para passear. Gatos e cães são de fato animais diferentes, mas uma coisa eles têm em comum: a rua não é o lugar deles.

Um gato com acesso à rua corre diversos riscos, dentre eles: atropelamento, envenenamento, brigas com outros gatos e com cães, ser roubado por outra pessoa, adquirir doenças como FIV e FeLV e até mesmo se perder, isso mesmo, eles também se perdem e podem se confundir tentando voltar para casa.

Gatos que não são castrados tendem a miar para ir para a rua, por isso um gato castrado se torna muito mais calmo e consequentemente mais caseiro.

A castração também previne diversas doenças, como o câncer de útero e de próstata. Além da castração, outra maneira de manter o gato em casa é telando todo o ambiente de modo a evitar o acesso à rua.

Vale ressaltar que, em média, o gato mantido no ambiente doméstico pode viver até os 15 ou 16 anos. Porém, um gato com acesso à rua vive de 2 a 3 anos.