Em 2021, algo inacreditável aconteceu: a China tornou-se o primeiro país do mundo onde as vendas online superaram as vendas do comércio físico.
Pesquisas feitas pela empresa, Emarketer, garante que as vendas no varejo online devem representar 52,1% de todas as vendas feitas no país.
Os dados da pesquisa também revelam que as vendas chinesas irão se acentuar em 44,8% do total alcançado em 2020. Vale ressaltar que nenhum país tem chance de alcançar acima de 50% de vendas no atual momento que a economia vem enfrentando no mundo todo.
Para termos uma base de como o feito da China é irreal, o segundo colocado da lista em vendas, a Coreia do Sul atingirá somente 28,9% em vendas esse ano.
As vendas online terem crescido tanto significa que o país está incentivando as vendas de uma forma eficiente, mas como? Vem comigo que eu vou te contar!
Entenda quais são os impulsionadores das vendas online na China
A China foi um dos primeiros países a conseguir reabrir o seu varejo físico durante a pandemia do novo coronavírus, mas isso não está diretamente ligado ao fato das vendas online terem crescido tanto.
Segundo a empresa Emarketer existem muitos impulsionadores por trás desse crescimento e um deles é o famoso comércio social (social commerce), que é quando as lojas online ganham espaço nas redes sociais e conseguem mais visibilidade do público e com isso, consegue viralizar os produtos mais facilmente.
Outro fator que ajudou as vendas crescerem tanto é o famoso WeChat, uma plataforma chinesa que agrega dentro de seu ecossistema mini programas de e-commerces, cupons de desconto, gerenciamento de tarefas etc.
O WeChat já está presente na China há décadas, mas somente agora passou a facilitar a venda de terceiros dentro do aplicativo, impulsionando assim, as vendas online.
O Pin Duoduo (PDD) que é uma rede social para compras em grupo também foi um grande responsável por impactar as vendas online. Foi esse método que permitiu que o comércio rural da China entrasse para o meio eletrônico e vendesse online.
O coronavírus também afetou a forma como os chineses faziam suas compras e, apesar da China ter conseguido conter rapidamente a pandemia, muitos consumidores ainda estão preferindo comprar online por uma questão de segurança.
Por último e não menos importante, outro grande impulsionador das vendas são as transmissões ao vivo que os comerciantes vêm fazendo para vender seus produtos nas redes sociais e também em plataformas especiais para vídeos.
Diante de tanto crescimento das vendas online, o que será das lojas físicas?
Com essas mudanças de comportamento dos consumidores e com a alta procura pelas compras online, o que esperar do futuro das lojas físicas?
Como a China é um país extremamente avançado em relação a economia, o comércio físico com certeza não perderá sua importância e nem deixará de existir, afinal, os investimentos nas lojas não cessará.
Outro ponto é que, existem cidades mais afastadas dos grandes polos que ainda não são tão desenvolvidas a ponto de só usarem as vendas online, por isso, nesses locais, o varejo físico ainda é essencial.
A popularização das vendas onlines na China não é pontual
Podia-se esperar que a popularização das vendas online na China fossem pontuais por conta do atual momento, mas aí vai mais um dado: ela não será!
De acordo com a eMarketer, o e-commerce não deve desacelerar e é possível prever um aumento de 11% em relação às vendas online deste ano.
Isso significa que a barreira de 3 trilhões de dólares das vendas de 2021 seja ultrapassada em 2022.
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