Diferenças entre residência uni e multiprofissional

Ao encerrar a graduação, os estudantes que fazem cursos na área da saúde têm que tomar uma decisão fundamental para sua carreira, definindo o tipo de residência que pretendem entrar.

Com tantas possibilidades, muitos universitários ficam bastante apreensivos nessa época, com medo de errar na escolha.

Sem dúvida, esse momento merece muita atenção, pois impacta diretamente no futuro profissional.

Por isso, antes da escolha, é essencial que os estudantes aprendam sobre essa etapa de formação, seja por meio de pesquisas na internet, em conversas com quem já viveu a experiência ou em algum curso de mentoria

Dessa forma, eles estarão preparados para selecionar a residência com propriedade, sem fazer uma escolha equivocada.

Para ajudar nessa trajetória, trouxemos uma análise acerca da residência uniprofissional e da multiprofissional, as duas principais modalidades dessa formação. Confira!    

1. Como se distingue a residência uni da multiprofissional?

Por definição, a residência é um tipo de pós-graduação lato sensu, que funciona em uma parceria das instituições de saúde com as universidades.

Ela serve para que os profissionais da saúde se especializem em uma área de conhecimento, de acordo com sua preferência.

O ingresso nessa etapa de formação acontece por meio de processo seletivo, normalmente composto por uma fase de análise de currículo e outra para a realização de provas discursivas ou até mesmo práticas.   

Nesse contexto, os candidatos ainda têm a oportunidade de escolher o tipo de residência desejada, que atualmente se divide em duas modalidades: a uniprofissional e a multiprofissional.

Falamos mais sobre as características de cada uma delas na sequência. Acompanhe!  

Residência uniprofissional

Como o próprio nome já diz, as residências uniprofissionais possuem apenas um núcleo de formação, sendo destinadas a uma categoria específica de profissionais.

Ou seja, os tópicos abordados nas aulas serão somente sobre conhecimentos exclusivos para a atuação dos trabalhadores da área estudada.

Nesses casos, por exemplo, se existe uma residência voltada à Enfermagem Obstetrícia, ela não receberá candidatos graduados em outros cursos da saúde que não seja o da Enfermagem.  

Residência multiprofissional

Instituídas pela Lei nº 11.129 de 2005, as residências multiprofissionais envolvem a especialização em um campo de formação, por isso podem ser realizadas por categorias distintas de trabalhadores da área da saúde.  

Nessa modalidade, os conhecimentos repassados vêm de necessidades locais ou regionais, que só podem ser atendidas por uma equipe de saúde diversa, incluindo enfermeiros, médicos, nutricionistas e as demais especialidades existentes. 

2. Uni ou multi: quais as vantagens de cada tipo de residência?

Entre as duas modalidades de residências, é impossível afirmar que uma categoria é melhor que a outra, já que cada uma delas oferece benefícios exclusivos para quem realiza.

A residência uniprofissional é uma excelente alternativa para os trabalhadores que buscam se tornar referência em uma área do conhecimento, destacando-se entre os demais profissionais da sua categoria.

Dessa forma, o profissional terá uma visão ampla e qualificada para lidar com qualquer problema do dia a dia que exija seu conhecimento especializado. Também por causa disso é que os especialistas têm maiores chances de crescimento na carreira, conseguindo atingir cargos mais altos nas instituições.     

Já a residência multiprofissional permite que os trabalhadores aprimorem os conhecimentos, adquirindo aprendizados e experiências fora do seu núcleo de atuação, o que não seria possível sem a especialização.

Com isso, esses profissionais se tornam aptos a trabalhar em equipes formadas por categorias diversas, podendo, inclusive, atuar no mercado de trabalho em vagas que não envolvam diretamente a sua formação.   

3. O que levar em consideração ao escolher o estilo de residência?

Entre a uni e a multiprofissional, a modalidade certa de residência é aquela que faz sentido com os objetivos do candidato, já que ela vai interferir diretamente no futuro desse profissional dentro do mercado de trabalho.   

Como esse caminho de especialização é um treinamento intensivo, que envolve muitas horas de estudo e prática, o melhor é que o estudante opte por uma área que já tem interesse, pois assim ele estará sempre disposto e motivado a expandir cada vez mais os conhecimentos. 

Além disso, o candidato deve considerar também os aspectos logísticos que envolvem essa decisão, pesquisando as instituições que oferecem a especialidade desejada, o tempo necessário para a conclusão do curso ou o valor pago na formação.

Com essas informações, será mais fácil traçar uma rota que conduza o profissional à aprovação na residência e torne-o preparado para desfrutar ao máximo desse período de aprendizado.