Da sua origem à cuia de chimarrão: mitos e verdades sobre o mate

Para quem não mora na região Sul do Brasil, a história e os fatos que envolvem o chimarrão podem ser verdadeiros mistérios. Afinal de contas, embora esta bebida faça parte do DNA do nosso país, muitas pessoas sequer provaram essa delícia tipicamente gaúcha. 

Então, criamos esse texto para quem deseja conhecer um pouco mais sobre o mundo do mate! Por isso, abordaremos pontos importantes, como o uso da cuia de chimarrão, a origem da bebida, sobre a temperatura ideal para tomá-la e, é claro, sobre a diferença entre os tipos de erva mate! 

Para deixar este artigo ainda mais divertido e, é claro, informativo, decidimos deixá-lo na forma de mitos e verdades! Portanto, já separa o seu papel e a sua caneta e anote todas as informações essenciais para tornar a sua roda de mate em uma das melhores e mais prazerosas experiências da sua vida! 

Gostou da proposta? Então, vamos nessa!

[MITO] A cuia de chimarrão só é feita de porongo

É claro que devemos muito ao porongo, fruta não comestível que é utilizada na criação da cuia. Foi por causa dele que o chimarrão ganhou, basicamente, uma identidade visual: é impossível que você pense no mate e não venha a imagem de uma cuia de porongo na mente. 

Entretanto, nos dias atuais, você pode encontrar cuias feitas dos mais variados materiais, como as famosas cuias de chimarrão de aço inoxidável, conhecidas pela sua fácil manutenção e por não deixar com retrogosto. Além disso, você também pode adquirir um produto feito de porcelana, que são geralmente customizáveis, mas não tão boas na hora de armazenar o calor. 

Por isso, não, o porongo não é a única matéria-prima da cuia de chimarrão! Se a sua dúvida é como escolher uma boa cuia de chimarrão, opte sempre pela durabilidade, capacidade térmica e, é claro, pela facilidade de manuseio.

[VERDADE] O tereré é feito com a mesma erva, mas gelado

A origem do tereré e do chimarrão se dá na América Latina, mas em países diferentes. Enquanto o mate é típico dos pampas gaúchos, o tereré foi criado e é muito consumido no Paraguai. Entretanto, a matéria-prima das duas bebidas é a mesma: a erva mate. 

Então, podemos considerá-las parentes, quase primas de primeiro grau! Enquanto o chimarrão é vendido com a erva moída e fina e é servido quente (90°C), a erva do tereré é vendida mais grosseiramente e é tomada bem geladinha! 

[MITO] O gaúcho inventou o chimarrão

Podemos dizer que o chimarrão vem muito antes da existência da “identidade gaúcha”. O primeiro registro da existência do mate se dá na colonização da região Sul do país, no qual a bebida era comumente usada pelos nativos do local. Naquela época, os padres jesuítas chegaram a, até mesmo, proibir a erva do chimarrão, chamando-a de “erva do diabo”. 

Mas, com o passar dos anos, o chimarrão deixou de ser proibido e começou a ser incentivado como uma maneira de evitar o alcoolismo dos índios e imigrantes. De então até agora, a bebida virou um símbolo da tradição sulista. Demais, não é mesmo?

[VERDADE] Existem diversos tipos de erva de chimarrão

Sim, existem ervas-mate de todos os tipos! O segredo está na hora de moer. Se você procura um chimarrão mais encorpado e mais forte, você deve optar pela erva-mate moída grossa. Por outro lado, se você prefere uma bebida mais fraca, mas igualmente maravilhosa, opte pela moída fina!

Além disso, nada impede que você utilize adicionais para trazer ainda mais gosto para a sua bebida. Algumas pessoas utilizam o abacaxi, por exemplo, para encorpar o sabor do chimarrão. 

Então, tem mais alguma dúvida sobre o universo do chimarrão? Compartilhe com seu amigo ou amiga que deseja conhecer um pouco mais sobre o mate e as delícias que ele proporciona!