Por que e como montar uma reserva de emergência?

Ter a sua reserva de emergência é um dos principais pontos quando se pensa na independência financeira. Saiba como fazê-la corretamente.

Mesmo com um bom planejamento financeiro, emergências acontecem. Nessas horas, quem foi capaz de guardar dinheiro está preparado.

Isso pode acontecer, por exemplo, com cuidados médicos, problemas em eletrodomésticos e automóveis, roubo de celular e outros problemas do cotidiano — e pode causar muitos gastos, caso não haja o preparo adequado.

Por isso, separamos um artigo explicando os motivos para criar uma reserva de emergência e como montá-la da melhor forma possível.

Afinal, o que é uma reserva de emergência?

Reserva de emergência é um dinheiro guardado para emergências e deve ter a capacidade de ser sacado com facilidade. Sua função é arcar com gastos emergenciais que não podem ser evitados.

O ideal é que essa reserva tenha uma liquidez diária, como é o caso de algumas contas de bancos digitais as quais permitem o saque imediato através do PIX, mas é possível usar, também, CDBs de outros bancos e até mesmo o Tesouro Selic.

Para empreendedores, vale a pena ter uma emergência para sua conta pessoal e outra para sua conta de empresa (conhecida também como conta PJ), evitando, assim, uma falta de planejamento financeiro.

Por fim, deve-se ter bem claro que esse gasto é para emergências: caso haja o desejo de fazer uma compra maior ou gastar com um presente, esse dinheiro não deve ser tocado.

Por que ter uma reserva de emergência?

Existe um simples e muito importante motivo para ter uma reserva de emergência: o fato de que a vida é imprevisível. Sendo assim, todo mundo deve estar preparado em relação a eventualidades.

Por exemplo: caso ocorra algum acidente com o carro, como uma batida ou uma manutenção não planejada, é possível tirar o dinheiro da reserva de emergência e voltar a andar com o carro com facilidade.

Existem outros problemas mais graves que podem acontecer, como cuidados com a saúde — seja a da própria pessoa ou a da sua família. Nesses casos, a reserva se faz ainda mais necessária.

Muitas pessoas não possuem nenhum dinheiro em reserva e, quando ocorre algum problema desse tipo, precisam vender o carro ou até mesmo a casa para arcar com custos emergenciais.

Vale notar, no entanto, que é possível complementar a proteção contra eventualidades através de seguros, como seguro de automóveis, da casa e de vida, além do plano de saúde, é claro.

Como montar?

A fim de montar uma reserva de emergência, alguns passos são necessários. O primeiro deles é escolher onde o dinheiro ficará guardado. Ela deve ser facilmente acessível em caso de eventualidades.

Como escrito neste mesmo artigo, o ideal é que sejam ativos com liquidez diária, como contas de bancos digitais, CDBs e Tesouro Selic. Por isso, vale a pena checar as opções disponíveis no mercado.

Vale notar, aqui, que o foco não é rentabilidade: para isso, existe a carteira de investimentos. A reserva de emergência consiste em proteção.

O segundo passo é economizar mensalmente até juntar uma quantia apropriada para a reserva. É possível juntar aos poucos, caso não seja possível economizar muito (por exemplo, 10 ou 20% por mês).

No geral, cerca de seis meses dos gastos mensais já bastam para montar o capital para emergências. Entretanto, é preciso verificar as particularidades de cada um na hora de pensar nesse valor.

Por exemplo: funcionários públicos federais podem preferir guardar menos dinheiro por causa de sua estabilidade no serviço.

Por outro lado, empreendedores podem preferir até mesmo guardar mais dinheiro, juntando 12 meses ou mais de seus gastos mensais, uma vez que seus vencimentos são mais instáveis.