Qual é o melhor combustível: gasolina, etanol ou GNV?

O rendimento do GNV, por exemplo, chega a ser quase o dobro da gasolina e do etanol, mas existem outros fatores que podem pesar na decisão.

Quem tem um automóvel em casa e, principalmente, faz dele seu meio de trabalho, já deve ter sentido no bolso o resultado dos últimos aumentos nos preços dos combustíveis. Então fica a dúvida: qual é o melhor?

O mercado brasileiro atual conta com opções como diesel, gasolina, etanol e gás natural veicular (GNV). Só que para encontrar o melhor custo-benefício, além de calcular o valor do combustível, é preciso considerar as peculiaridades de cada um.

Para tanto, vamos explicar as principais características de cada tipo de combustível e o que você deve considerar na hora de abastecer o seu veículo.

Como escolher o combustível?

Primeiramente, é preciso dizer que todos os combustíveis têm seus aspectos positivos e negativos e que eles devem ser colocados na balança igualmente. Não é possível determinar o que é melhor para todo mundo, mas sim o que é melhor para cada tipo de motorista.

É preciso considerar ainda que o tipo de combustível usado dependerá também do veículo. Existem automóveis que só podem ser abastecidos com gasolina e os modelos flex — que aceitam tanto gasolina quanto etanol (álcool). À exceção destes, não é possível misturar diferentes substâncias sob o risco de danificar o motor.

A seguir, conheça as características da gasolina, do etanol e do gás natural veicular para poder avaliar o melhor para o seu carro ou moto.

Gasolina

A gasolina, produzida a partir de um derivado do petróleo, oferece um excelente poder de arranque, o que ajuda no desenvolvimento do motor, e é também um lubrificante excepcional. Há três tipos de gasolina: a comum, aditivada e premium — sendo diferenciadas pela limpeza do sistema e pelo preço.

Um dos pontos positivos da gasolina é a chamada escalabilidade, isto é, a facilidade de encontrar este tipo de combustível em qualquer lugar do país. Não é à toa que ela é o combustível mais usado em veículos de passeio no Brasil.

Isso sem falar no quesito manutenção, já que as peças de automóveis movidos a gasolina costumam ser mais baratos. Por outro lado, ela é uma das opções mais poluentes e ainda tem o preço ditado pelo mercado internacional (podendo ter grandes variações em seu preço para o consumidor final).

Etanol

Também conhecido como álcool, o etanol é um biocombustível proveniente da fermentação de açúcares, a exemplo da mandioca, do milho e da cana-de-açúcar (opção mais usada aqui no Brasil). Sendo assim, a emissão de gases poluentes é bem menor quando comparada à gasolina.

Outro ponto positivo é o valor que também tende a ser inferior ao da gasolina. O etanol é um combustível que não polui o sistema de alimentação do automóvel e, de quebra, ainda garante a durabilidade dos seus componentes internos.

No entanto, sendo uma fonte natural, seu desempenho tende a ser menor. Para conseguir a mesma eficiência que a gasolina é necessário queimar até 30% a mais de etanol, a depender do motor. Lembrando que o álcool só pode ser usado em veículos flex.

Gás Natural Veicular

Implantado nos postos de combustíveis brasileiros apenas a partir de 1991, o gás natural veicular (GNV) tem se tornado uma opção para muitas pessoas, a exemplo de motoristas de aplicativo e taxistas, em razão dos sucessivos aumentos dos combustíveis tradicionais.

Seus principais benefícios são o preço na hora de abastecer e o rendimento. De acordo com um levantamento divulgado no final de 2021, pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), o gás natural tem rendido quase o dobro que a gasolina e o etanol.

Em contrapartida, o gasto para a implantação de um Kit GNV pode ser bem salgado. O investimento varia entre R$3 mil e R$5 mil, a depender do tipo do carro. A perda no espaço do porta-malas e na potência do motor são outros aspectos negativos.