Turismo histórico: saiba o que conhecer em Goiás

Conhecer a cultura e a história do lugar faz parte dessa modalidade de turismo.

O estado de Goiás é reconhecido nacionalmente pela forte presença musical no sertanejo, representado por cantores como Marília Mendonça, Cristiano Araújo e Leonardo, e as duplas Zezé di Camargo & Luciano e Jorge & Mateus.

Só que mais do que a musicalidade típica, essa região abriga uma grande riqueza de paisagens e de história. Quem pretende viajar para Goiás e fugir do habitual vai poder desfrutar do conhecimento advindo do chamado turismo histórico.

Quem deseja conhecer melhor esse tipo de turismo e se aventurar com paredes com inscrições rupestres, como o Sítio Arqueológico do Bisnau ou ainda a Comunidade Kalunga, maior remanescente quilombola do país, vai adorar esse passeio.

Turismo histórico – O que é?

O turismo histórico, como o próprio nome já diz, é voltado para a experiência com a história de um determinado lugar, período e sociedade. É um tipo de turismo que envolve conhecer os nossos antepassados, as diferentes culturas existentes no nosso país e também no mundo inteiro.

Sendo o Brasil um lugar polivalente nos quesitos étnico, paisagístico e cultural, ele acaba sendo um ótimo destino para quem deseja fazer turismo histórico e, mais ainda, conhecer melhor as suas próprias raízes.

Turismo histórico em Goiás

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que é turismo histórico, vamos te mostrar alguns lugares que você pode conhecer em sua viagem para o estado de Goiás.

Casarão dos Gonzaga

O sobrado herdado pelo Coronel Gonzaga traz a história do período colonial do século XX na cidade de Caldas Novas, sendo um dos lugares mais procurados para se fazer turismo histórico na região.

Atualmente, o espaço abriga o Centro de Apoio ao Artesão, sendo palco de eventos, como festivais gastronômicos, de bebidas e de dança, feiras de artesanato e até rodas de capoeira. Isso sem falar do acervo histórico, formado por objetos como teares, pinturas de artistas locais, colchas e peças de cerâmicas da época.

Comunidade Kalunga

Essa é a maior comunidade remanescente de quilombolas no Brasil, sendo dividida por mais de 20 comunidades e 42 pontos. Uma opção interessante para se ter uma experiência única é ficar na Comunidade Kalunga por alguns dias. É possível ficar hospedado em hostel, acampar ou ainda alugar uma casa por temporada.

O contato com a natureza também é grande, sendo possível fazer trilhas, ir para as cachoeiras e admirar os cânions e mirantes, além de experimentar um pouco da gastronomia local. A Comunidade Kalunga fica localizada nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre.

Museu Casa de Cora Coralina

A casa onde viveu a poeta mais famosa de Goiás e uma das de maior renome nacional é outro ponto histórico que vale a pena ser conhecido. Localizada em um ponto privilegiado da Cidade de Goiás, a casa de Cora Coralina traz um acervo de objetos que fizeram parte da sua vida, desde a infância até a velhice.

O único ponto negativo é que é proibido tirar fotos na parte interna do museu, mas ainda assim é um lugar que merece ser conhecido. Para fazer uma visita monitorada, o ideal é fazer um agendamento prévio. O museu funciona de terça a sábado, de 9h às 16h45, e aos domingos e feriados, de 9h às 13h.

Museu das Bandeiras

Construído entre 1761 e 1766, o atual Museu das Bandeiras foi construído com o objetivo de abrigar a cadeia e a casa da Câmara da então província de Goiás. A cadeia funcionava na parte térrea da construção e funcionou até 1950; enquanto na parte superior funcionavam os poderes legislativo e judiciário.

Patrimônio histórico desde 1951, o Museu das Bandeiras conta com um acervo que reúne documentos da Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional, bem como mais de 500 itens, entre ferramentas de garimpo, armas, peças de porcelana e objetos de arte sacra que representam a presença portuguesa na região.

Sítio Arqueológico do Bisnau

Na cidade de Formosa, mais especificamente dentro de uma fazenda, encontra-se a Pedra do Bisnau, um sítio arqueológico marcado por um imenso paredão de rochas com inscrições rupestres datadas de 4.5 mil a 11 mil anos atrás.

A mesma região abriga ainda quase 30 sítios arqueológicos marcados por petróglifos (arte rupestre gravada em rochas) de significados, no mínimo, curiosos que poderiam oferecer interpretações diversas, de astronomia até a um contato com extraterrestres.